O que está acontecendo com os Departamentos de TI ?

Nos últimos meses tenho lido muitos artigos e posts sobre tendências para o mercado de TI e com frequência observo um questionamento sobre o futuro do Departamento de TI nas grandes empresas.


Existe uma nova tendência chamada “DevOps” que está se alastrando no mundo da TI corporativa, criando uma situação de “Vida-ou-Morte” para os CIOs. A palavra “DevOps” é uma junção de “desenvolvimento“ (criação de códigos de softwares) e “operação” (manutenção do software e toda tecnologia envolvida). Contudo o termo representa a tendência de como padronizar a operação e tecnologias para acelerar ao máximo o desenvolvimento de software.


Pesquisadores e pensadores estão em busca de informações mais precisas, como é o caso de Jim Whitehurst CEO da Red Hat e Nicholas Carr autor do livro “Does IT matter?” – livro que causou muita polêmica e irritação no mercado. Ambos viajam o mundo conversando com CIOs sobre suas necessidades em infraestrutura e software, afim descobrir como pretendem ser mais rápidos, mais baratos e melhores na entrega de tecnologia e serviços.


Atualmente se os CIOs e suas equipes não estiverem atentos a demanda e comportamento de suas organizações, notarão que os funcionários da empresa deixarão a dependência de lado e passarão a trabalhar com seus próprios Tablets, PCs e telefones, além de recorrerem a Cloud Services em busca de novas funcionalidades e agilidade para atender suas necessidades. Por outro lado o budget de TI começa a enconlher e os investimentos ficam cada vez mais difícieis de serem justificados.

"Como os fabricantes na década de 1970 e 1980 lutavam por suas vidas, os departamentos de TI de hoje estão lutando por sua sobrevivência", diz Whitehurst.

Os departamentos de TI tradicionais são lentos e metódicos. A Regra nº. 1 era de nunca deixar um sistema cair. Levariam meses, até mesmo anos, para a implantação de novo software, testando tudo com cuidado, muitas vezes gastando milhões durante o processo.

DevOps elimina tudo isso, quebrando os projetos em etapas e entregas parciais dos components de software que podem ser implementados em pequenas mudanças todos os dias.


Muito se fala em novas metodologias como SCRUM e XP , mas o fato é que TI precisa liberar com mais agilidade pequenas entregas de forma mais interativa, e minimizando o impacto das grandes mudanças enquanto atende as expectativas dos usuários. Uma mudança cultural , não apenas um novo método de trabalho.


Por outro lado, esta nova forma de trabalho poderia colocar em risco a disponibilidade dos sistemas (tempo em que o sistema fica estável e disponível para utilização dos usuários) em função de um número maior de alterações e pequenas mudanças. Com a introdução do DevOps, deve-se considerar também que apesar do risco, a manutenção corretiva deve ser facilitada , uma vez que será apenas uma questão de desfazer algumas pequenas mudanças.


E aqui está o pequeno segredo sujo sobre DevOps: apesar das áreas de TI precisarem comprar novas ferramentas e tecnologias para ajudá-los a trabalhar de forma mais rápida, hoje em dia não existe um mercado multi-milionário ou multi-bilionário entregando estas novas funcionalidades. Desta forma o custo de entrada neste novo modelo operacional ainda é baixo, dependendo apenas de bom planejamento e um bom projeto piloto (oportunidade).


Enfim, já vimos este tipo de mudança ocorrer em outras áreas, principalmente nos processos de produção industrial, buscado ciclos menores e mais eficiência. Estratégias como Lean Thinking (pensamento enxuto) ou Kaizen (melhoria continua) foram introduzidos na indústria para otimizar processos , reduzir lead times e consequentemente os custos de produção. O mesmo deve passar em TI, eliminando a burocracia no desenvolvimento de software, permitindo a introdução de novas tecnologias e enxugando processos para entregar com mais velocidade seus produtos e serviços.

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